terça-feira, 24 de maio de 2011

Senti-me pequena.Tão pequena que pude sentir a perda de minhaimportância.E me perguntei: o que tenho de bonito pra dizer? O quetenho de sábio? Baseado em que me estabeleço no mundodaqueles que amo? O que faz com que tenham comigouma ligação? E há alguma ligação?Pude sentir-me solta no meio de um nada terrível.Sozinha. Confusa, mas não triste, ainda.Por isso grito tanto e só escuto o eco de minha própriavoz? Por isso amo a mim mesma, pois o amor que emanonão consegue chegar a lugar nenhum. Mas retorna pramim? Como se não tivesse conseguido achar o seudestinatário? Não posso mentir que tenho prazer comigo,sinto alegrias comigo, mas continuo sendo aquela meninaboba que não tem com quem partilhar seus desenhos,suas brincadeiras, nem seus medos. Quanta banalidade!Por que passar nessa vida como alguém que nunca diznada, que tipo de força irei demonstrar? Não querominhas conquistas através do encantamento, como se eunão tivesse atrativos, como se nada dissesse além deminha medíocre aparência, pura volúpia. Se eu cantar nasnoites de lua cheia, que interessante seria! Se me calar,a vida continua sem maiores faltas. Só a lua sentirá o quepra mim já é alegria. Mas falta algo aqui. Bem dentrodesse meu coração louco, desvairado e só.Em 29/01/2008 Liz Borg

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